Hoje, 1º de Novembro, na grande Solenidade de Todos os
Santos, somos convidados a honrar todos aqueles que estão no Céu. Esta festa
deve nos lembrar que somos filhos da Luz e que participamos da herança dos
santos.
São João da Cruz vai nos dizer que é a luz do amor quem
conduz a alma, em meio à escuridão, ou seja, é o amor que faz a alma “voar para
Deus”.
“Mas vós, irmãos,
não estais nas trevas... Vós todos sois filhos da luz e filhos do dia. Não
somos da noite nem das trevas” (Tes 5,4-5).
Através do nosso batismo, Deus nos chamou a viver na sua
Luz e irradiar essa Luz por uma vida santa. Que pena! Muitas pessoas não tem
consciência dessa realidade. Vivem nas trevas, não enxergam a Luz de Cristo.
O Evangelho de hoje se encontra em Lucas, capítulo 13,
versos de 22 a 30. “Naquele tempo, Jesus atravessava cidades e
povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe
perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus
respondeu: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque
eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão...”
Precisamos
caminhar nesta vida, com coragem e firmes no Senhor, e nos esforçar para entrar
pela porta estreita, antes que o dono a feche para sempre. A porta larga é da
facilidade, queremos atravessá-la sem nenhum esforço. A porta estreita nos custa
renúncias e sacrifícios, porém vai nos levar a encontrar a Luz de Cristo. Esse
caminho exige um comprometimento com o Reino. Os santos trilharam esse caminho.
Padre Léo entrou pela porta estreita e viveu o seu
calvário, contemplando e buscando uma união íntima com o Senhor. Sua alma
mergulhava em Deus, para experimentar a sua misericórdia. Vislumbrou o eterno
de Deus, em meio a esse mundo passageiro e corruptível. A sua fé em Cristo transbordou de
seu interior.
A luz de seus olhos se apagou, mas a luz da alma iluminou
o caminho para Deus, enxergou a Luz da Salvação.
A nossa existência é marcada por provações, mas se
apoiarmos nossa esperança na Luz de Cristo, se permanecermos em Deus, a exemplo
do padre Léo, chegaremos ao nosso verdadeiro destino: o Céu.









