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Padre Léo e a coragem de mergulhar em si mesmo

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Na abertura do livro "Saborear a vida", publicado pela Edições Loyola em 2004, Padre Léo questiona: "O que o ser humano do terceiro milênio está procurando?". Ele, então, retrata o cenário de pessoas "que perderam o sentido da vida", em todo o mundo. 

Para isso, percorre exemplos em vários lugares: o crescente uso de drogas lícitas e ilícitas na Europa; a quantidade de pessoas que cometem suicídio no Japão; o medo do terrorismo nos Estados Unidos; e a quantidade alarmante de farmácias na região Sul do Brasil, "retrato fiel de uma sociedade doente, ferida e machucada", diz ele, no ano de 2004.

A resposta de Padre Léo para a pergunta "O que o ser humano do terceiro milênio está procurando?" é o que ele busca responder ao longo do livro Saborear a vida.

"Talvez esteja procurando fora de si algo que somente poderá ser encontrado quando tiver a coragem suficiente para mergulhar em si mesmo", responde o Padre Léo.

Segundo o padre, "parece que quanto mais conforto, dinheiro, tecnologia e facilidades, maior é o número de pessoas que se perdem em si mesmas".

Outra constatação igualmente importante feita por Padre Léo é a de que a "viagem" para dentro de si mesmo, para dentro do nosso próprio coração, não é uma tarefa fácil. 

Então, ele conclui, dizendo: "Não será uma tarefa fácil, mas é possível. Não tenho dúvidas que existe um caminho. Peçamos a graça ao Espírito Santo de trilharmos juntos essa fabulosa viagem".
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Sinais de Deus

Hoje, 06 de janeiro, dia dos Reis Magos, relembramos  os santos: Melchior, Gaspar e Baltazar. Nesta data o Menino Jesus, recém-nascido, recebe a visita dos três, trazendo-lhe presentes,  (Mateus 2, 1ss).

Para construir o céu aqui, é preciso ter uma experiência com Jesus, ter a disposição em segui-lo, e deixar rastros de Deus por onde passamos.
Padre Léo, no auge de sua juventude escreveu "Rastros de Deus", onde nos relata o que viveu, o que sonhou, através do personagem Leão.


“Era 06 de janeiro, Leão lembrou da festa da manifestação... Estes magos eram homens que estudavam as estrelas; não fosse isso eles não teriam chegado ao menino, pois não perceberiam que aquela estrela era um sinal, um rastro de Deus para eles. Os magos estavam atentos aos sinais dos tempos e por isso, tiveram a graça de reconhecer e adorar o menino-Deus que acabara de nascer. Aqueles sábios astrônomos perceberam que aquela estrela tinha uma mensagem a mais”.

Assim como os magos, aquele jovem seguia a sua estrela para se encontrar com o Rei. Naquela primeira semana do mês de Janeiro, aproveitando as férias, o jovem Léo Tarcísio foi fazer um retiro no Mosteiro de Serra Clara.
Era uma noite muito especial, noite de silêncio e paz. “No meio de tanta beleza, sua atenção se concentrava no céu. É impossível não compreender  a mensagem de uma noite estrelada. Os homens se esqueceram de olhar para o céu. As preocupações da vida são tantas, que seria tempo perdido parar e contemplar a natureza. Ela nos chama à serenidade, à paz, ao amor. Ela nos fala de Deus”. E buscando a verdade, o amor, encontrou-se com Jesus. Teve o seu encontro pessoal com Ele.
“E assim, percebendo a amor deste Senhor-Amigo, ele pode abrir-lhe o coração, porque sabia que este amigo havia muito tempo vinha batendo insistentemente (Ap 3,20).
É a manifestação de Deus, o verdadeiro e único Deus na vida de Léo Tarcísio.
Os magos ofereceram toda a riqueza, digna de um Rei, aquele jovem ofereceu a sua vida. O convite de Jesus era permanecer no seu amor, lutar, insistir, perseverar, nadar contra a corrente...

“Leão se convenceu de tudo o que experimentou e percebeu que aquilo somente lhe acontecera porque havia saído de seu cotidiano, feito silêncio e subido à montanha... É preciso parar, sair de si, porque Deus quer se encontrar conosco, quer nos encontrar e quer que nós o encontremos”.

Chegou a hora de descer a montanha para testemunhar tudo o que havia vivido ali, procurando a sua estrela. À partir dali teria que lutar muito para cumprir o que prometera ao seu “amigo de branco”. Começa então, a sua luta contra o pecado para ter vida nova.
Olhando para o céu, buscando sempre as coisas do alto, padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira, encontrou sua estrela maior na eternidade.

Após a leitura deste livro, eu tenho que observar os sinais que Deus coloca em minha vida. Tenho que compreender os rastros de Deus espalhados pelo Universo. Hoje eu tenho que buscar o novo de Deus, o novo rumo, o novo caminho que devo trilhar. Eu não posso escolher outro caminho senão, o de Jesus.





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Eterno retiro!

“A você, Daniel do Nascimento Lindo, da morte terrível, de uma vida maravilhosa... Você passou tão depressa, tão de repente...sem nos avisar. {...} Você nos ensinou tanto... A quantos você permitiu e ensinou tocar o Senhor. Como foi bom trabalhar com você, retiros inesquecíveis... Encontros repletos de Paz! Você foi esperança e, diante do seu sorriso, tudo era mais bonito... Agora você já está com Deus. Encontrou a quem nos ensinou a buscar. Continue olhando por nós, rezando e louvando conosco. Você continua presente em cada retiro, em cada momento de oração... Obrigado meu irmão, porque acreditou em mim, me apoiou e me ensinou. Até qualquer dia quando eu for chamado para este encontro definitivo, para esse eterno retiro...”

Quem foi Daniel do Nascimento Lindo, a quem padre Léo dedicou seu livro: Tocar o Senhor?
Marlon Arraes, autor da biografia do Padre Léo, narra a partir da pg 243, a ligação de amizade entre os dois, como fonte de inspiração e coragem para a caminhada sacerdotal. A força do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo os atraía.
“ Um grave acidente interrompeu a vida de seu grande amigo, padre Daniel do Nascimento Lindo, que morreu na estrada a caminho de Jaraguá do Sul, onde pregaria em um retiro. No dia 28 de Novembro de 1986, Léo recebeu a notícia no convento e imediatamente pegou a estrada para ir até o local do acidente. Chegando lá ainda pôde ver o corpo inerte e chorou a morte daquele sacerdote jovem, cheio de vida, que tinha mostrado um caminho alegre de uma evangelização movida pelo ardor missionário”.

“A morte de padre Daniel foi um grande baque para ele e para os fiéis que participaram de vários encontros promovidos por ele”.
A morte de seu amigo padre Daniel não foi sinal de revolta, mas sinal de esperança, fazendo-o compreender quem realmente ele era e o que Deus queria dele. Nossa vida aqui é um sopro. Por isso não podemos gastar nosso tempo com coisas fúteis. Cada segundo é precioso demais.
Um dia Jesus virá ao nosso encontro, esperamos a sua segunda volta, senão nesta geração, iremos ao seu encontro. Desde a criação do mundo Deus sempre quis revelar-se a nós.

Padre Léo trilhou um caminho de fé, onde foi fazendo experiências a partir das situações de morte, para poder crescer em Deus. Foi caminhando, tocando o Senhor, na dor, no sacrifício, na penitência, e assumiu um compromisso cada vez maior com a evangelização.
Conhecer a Sagrada Escritura, é aprofundá-la e entender que ali estão as revelações de Deus para nós, e suas promessas e planos para a nossa vida. Então não basta somente conhecer o Senhor, é preciso tocá-lo, conhecer para amá-lo e fazer a sua vontade. Padre Léo nos aponta esse caminho no livro: Tocar o Senhor , fruto de muitos retiros realizados.

Ao despedir-se do amigo padre Daniel: “Até qualquer dia quando eu for chamado para este encontro definitivo, para esse eterno retiro”.
Por puro amor e bondade Deus Pai nos quer herdeiros do céu. O Pai realizou o plano de salvação e revela-se aos homens por meio de seu Filho Jesus.  O verbo se fez carne para abrir o caminho definitivo de acesso ao Pai, veio para romper as barreiras. Ele veio para fazer o homem enxergar além, veio para nos dar a Vida Eterna.

O homem procura Deus até encontrá-lo. Mas não é o homem que encontra Deus, é Deus que se deixa encontrar pelo homem, nos diz o profeta Jeremias (Jr 29,14).
Em Jesus está a nossa salvação, nos salva agindo em nossa história. A salvação é obra do Senhor. Somente nossa fé no Cristo vivo, podemos olhar para o amanhã e ter esperança.
Em 04 de Janeiro de 2007, padre Léo teve seu encontro definitivo, foi para o eterno retiro.



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É preciso tocar o Senhor

Este foi o tema da pregação que a TV Canção Nova transmitiu nesta segunda feira, dentro do programa: Buscai as coisas do alto, às 21:00 horas.
Padre Léo nos traz a figura daquela mulher que há 12 anos tinha um fluxo de sangue, uma hemorragia constante, e que sua fé tão grande a salvou, apenas tocando em Jesus.
A reflexão profunda dessa passagem cfe. Lc 8,43-46, padre Léo nos mostra que a ação de Jesus é imediata, basta apenas querer ver Jesus e tocá-lo. Há poder no toque de Jesus, porque Ele se compadece de nossas dores, porque Ele é a fonte de vida.
“O encontro pessoal com Cristo vivo que acabamos de ouvir no Evangelho transforma, transfigura a nossa vida”.

O primeiro capítulo do livro: Tocar o Senhor, também nos apresenta o tema: É preciso tocar o Senhor. Portanto, pode pregar com muita unção.
“Esse texto do Evangelho é espetacular, esse trecho vem remoendo no meu coração desde quando escrevi o livro: Tocar o Senhor”.

Trazemos aqui algumas considerações sobre o livro:

DESCRIÇÃO
A grande causa da tristeza e do desespero que existem no mundo é a ausência de uma experiência profunda do amor de Deus. Somente um encontro pessoal com Jesus Cristo vivo vai nos trazer a verdadeira alegria, fruto do Espírito Santo.
Quem faz a experiência de tocar o Senhor, abre caminho para tocar o irmão e sente o desejo de testemunhar Jesus diante do mundo. Como um pai amoroso, padre Léo nos indica esse caminho, no rico conteúdo do livro.

PROPÓSITO
Padre Léo escreveu pensando em todos aqueles que estão sedentos do amor de Deus; em todos aqueles que desejam experienciar Jesus Cristo, pelo poder do Espírito Santo.

LANÇAMENTO
1994

FRASES DO LIVRO
“É preciso tocar o Senhor, para que a fé nos leve a comprometermos com a transformação da sociedade”.

“É preciso tocar o Senhor, para que sejamos canais de Deus para o mundo”.

O homem toma consciência de sua existência quando se compromete com Deus. A fé tem que ser um compromisso permanente com Jesus e com os irmãos. Por isso, padre Léo vai nos dizer que “é urgente que cada um tenha um encontro vivo, pessoal com Cristo Ressuscitado”.
Precisamos tocar e sermos tocados pelo verdadeiro amor: Jesus Cristo. Precisamos nos encontrar com Deus nos desencontros da vida, para que tenhamos o encontro definitivo com Ele.   
Essa é a conclusão do livro.








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Misericórdia infinita de Deus

Neste domingo a Igreja celebrou a Festa da Divina Misericórdia. Segundo o dicionário “Misericórdia” é uma palavra que expressa sentimento de dó, compaixão, piedade, para com o outro. Tudo resume-se numa palavra de quatro letras: Amor.
São João em sua primeira carta, capítulo 4, verso 9 sintetiza todo o amor de Deus para com os homens: “Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele”. Portanto, Cristo é sinal visível da misericórdia de Deus para com seus filhos.

Deus é capaz de nascer humano, tornar-se tão pequeno, com o propósito de nos dar a sua misericórdia. Tão grande e se faz pequeno com um único objetivo: caber dentro do nosso coração.
Para nos ajudar a refletir sobre a grandeza do amor de Deus cultivado no coração das pessoas, Padre Léo nos conta uma historinha em seu livro: Segredos para a cura interior, no capítulo: O amor misericordioso de Deus.  (encontra-se também na pregação: O Reino dos Céus).

Um repórter entrevista um dos maiores teólogos, um homem que sabia tudo a respeito de Deus, diácono, doutor em Bíblia. “Estava ao lado da esposa e de um netinho, um menino com pouco mais de sete anos”. O repórter lhe perguntou: “Doutor, para o senhor, quem é Deus?”.
Ele ficou de pé e foi dizendo: “Deus é um espírito perfeitíssimo, eterno, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Ele é o princípio de tudo... Ele é aquele que está além de si mesmo e extrapola os parâmetros da lógica formal. Ele é a essência de tudo, está em tudo, é diferente de tudo, acima de tudo, porque a tudo criou. Deus não pode ser delimitado num conceito, ele simplesmente é”.
O repórter ficou impressionado com a resposta e também faz a pergunta para o menino: “E para você, Claudinho, quem é Deus?” Mais impressionado ficou com a resposta:
“- Deus é tão grande que nem o meu avô sabe explicar direito... mas é tão pequeno que cabe no meu coração”.

O mundo está sedento da misericórdia do Senhor. Mas é preciso perceber esse amor desinteressado, que está em nosso coração. É preciso se doar ao outro. É preciso eliminar as barreiras de tudo aquilo que nos afasta de Deus.
“Deus que apesar de tão grande, está intimamente próximo ao ser humano. É um Deus que se interessa por nossa vida, especialmente quando estamos mergulhados na miséria do pecado e de suas consequências ... É um Deus que ama e manifesta esse amor”.

(Ao longo da leitura desse capítulo do livro, padre Léo vai nos mostrando através de citações bíblicas, que Deus caminha conosco e que a sua misericórdia é eterna)







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Cruz de Cristo: sinal de nossa salvação!

Trazemos aqui alguns trechos da segunda parte do capítulo, cujo título é “Uma grande cruz”, do livro “Rastros de Deus”, onde padre Léo faz uma belíssima reflexão sobre o real significado da cruz de Cristo.


O caminho para o Reino eterno foi marcado pelo sangue de Jesus na cruz.
"Na cruz sua missão se realiza plenamente. Derramando seu precioso sangue, Cristo redime a humanidade e cria um novo e permanente laço entre o céu e a terra, um laço que jamais será quebrado".

Contemplando a cruz, padre Léo observou: Na haste vertical da cruz estão: DEUS acima e EU abaixo. E na horizontal estão os HOMENS.  
"Observando a colocação e o posicionamento dos três nomes nessa cruz, descobriremos que existe entre EU e DEUS a presença dos HOMENS. Isto quer dizer exatamente que não podemos chegar a Deus se não passarmos pelos homens... Portanto, ninguém poderá saborear Deus se não se abrir para uma profunda e verdadeira experiência de ver os outros homens e como irmãos e viver como irmão deles. Mas não é fácil amar verdadeiramente os outros, porque isso implica, muitas vezes, um esquecimento de si mesmo. É isso que Jesus nos ensina quando diz que devemos renegar a nós mesmos. Porque tudo aquilo que nos afasta dos homens nos afasta também de Deus... No momento em que percebermos nos homens os nossos verdadeiros irmãos já estaremos bem próximos de Deus".

A cruz de Cristo seja exaltada, pois Ele próprio diz: “Quando eu for exaltado, atrairei todos a mim” (cf. Jo12,32). 
"O homem que, pelo pecado, se afasta de Deus, pela Cruz de Cristo é novamente atraído para Deus, porque o amor de Deus, concretizado e personificado em Jesus, foi e é maior do qualquer atitude humana".

Padre Léo cita a primeira carta de São João (4, 8-16). O verdadeiro amor, de caridade desinteressada não pode proceder senão de Deus. 
"Deus é de fato Amor, um amor puro e verdadeiro, um amor que transforma o homem pecador em filho amado... Jesus se oferece como único sacrifício de redenção da humanidade. Submete-se por amor à vontade do Pai... Tudo estava consumado, e o mundo redimido..."


A experiência da cruz em nossa vida vai nos levar a alcançarmos a salvação, naquele dia, diante do Juiz, em que a nossa sorte será decidida por toda a eternidade. 
"Os homens mataram Jesus e nós continuamos crucificando-o com o nosso egoísmo, com nossa ganância... Jesus morreu pelos nossos pecados, mas ainda não compreendemos a dimensão salvífica deste ato, porque ainda não fizemos da nossa vida uma verdadeira experiência de sua cruz..."

A cruz de Cristo, o seu sangue derramado sobre nós, é garantia segura de que não seremos condenados mas salvos e acolhidos no Reino Celestial.
"Cristo não permaneceu na Cruz, passou por ela, mas chegou ao Reino eterno dos vivos, ao Lar celeste do Pai... O fim é a ressurreição, a plenitude de Deus em nós, e através de nós".



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Racismo: a luta continua...

Hoje, 04 de abril, o mundo relembra 50 anos do assassinato do pastor da Igreja Batista: Martin Luther King, que se tornou o maior líder na luta pelos direitos dos negros nos EUA. Lutou contra as leis criadas para manter os negros separados dos brancos.
A sua morte em 1968, não enterra o sonho da igualdade racial, diz o seu filho. A voz do “Dr King” ecoa para ir contra o racismo hoje. Somos chamados a viver o amor no serviço aos irmãos.


Trazemos aqui um texto atualíssimo do livro: “Rastros de Deus”. O capítulo: “Como está a Terra? , padre Léo nos fala de um planeta que pede socorro.
“Ao acordar, Leão refletia em tudo o que estava lhe acontecendo... a terra dos homens tão sofrida e machucada pelos próprios homens. Pensava muito no mundo inteiro, nas grandes preocupações do mundo dos negócios, nas contradições presentes... Como é difícil compreender o racismo, a fome, a guerra e tantas outras coisas que acontecem no mundo”.

A lembrança de seus amigos negros o fez sentir saudades, sonhar, olhar à frente, na busca de um mundo melhor.
“Leão olhou com tristeza para o Brasil e amou profundamente os negros. O verdadeiro Brasil é o país do negro. Sua padroeira é negra, sua comida típica também é negra. Lembrou-se com saudade dos seus tempos de adolescente, quando passava grande parte de seu tempo na casa de sua amiga e mãe negra. Que saudade estava sentindo de Dona Ditinha, a quem carinhosamente chamava de Madrinha. Que negra maravilhosa, que havia lhe ensinado tantas coisas, inclusive a amar melhor os brancos.
Leão lembrou-se do Padre João Batista, daquele riso maravilhoso, que mandava embora tantas tristezas. João era, de fato, um irmão muito querido. Com ele, aprendeu principalmente a saber sorrir, mesmo que este sorriso fosse molhado por uma atrevida gota de lágrima”.

Martin Luther King fez de sua vida um ideal,sonhava com um mundo de paz, um mundo fraterno, todos de mãos dadas, caminhando numa mesma direção, aprendendo uns com os outros a amar.
“Afinal, quem melhor viveu a paz e pela paz do que Martin Luther King? Infelizmente, o negro é menosprezado, diminuído. E ele estava profundamente convencido de que, enquanto o mundo separar os homens pela cor da pele, estará incapacitado para amar,para enxergar além das aparências”.

Precisamos redescobrir, pela intercessão de Maria Santíssima, a mãe negra do nosso Brasil, que somos todos irmãos, e que sem amor não haverá superação do racismo. Sem amor não haverá vida fraterna.
Martin Luther King,” prêmio Nobel da Paz, pelo combate da desigualdade racial pela não violência”, lutou muito para concretizar o seu sonho de paz. Dizia: “Quando você perde a esperança, perde tudo”.
A esperança não é utopia. Apesar de tantas contradições, uma luz chega aos nossos corações. A verdadeira paz é dom de Deus, portanto vem de Deus, e nos faz "participantes dessa paz". Maria nos trouxe o autor da paz, o príncipe da paz. E vamos construindo essa paz, à medida em que buscamos a comunhão com Jesus, o único capaz de nos dar a graça de sermos construtores da paz.
“É necessário sermos paz. É necessário lutarmos pela paz, colocando a paz como meta e estratégia de nossa luta”.



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Aprender com as flores

Em Bethânia os jardins tem lugar de destaque, pois ajudam no processo de restauração de cada filho e filha. Assim como Jesus nos ensina a partir dos acontecimentos, seja positivo ou negativo, nada mais pedagógico do que aprender com as flores.
Uma certa ocasião um filho aproximou-se do padre Léo e disse-lhe:
-“Pai, como faço para reatar a amizade com a minha família, que não me compreende, me nega o amor no momento em que mais preciso?”

Padre Léo o levou até um canteiro de flores:
-“...não será difícil responder a essa pergunta. Basta contemplar as flores. Elas nos falam o tempo todo do amor e da ternura de Deus. Mas nos ensinam também como reagir a tudo de negativo que nos acontece. 
Quando a pessoa aprende, por experiência concreta, a importância de uma planta, a beleza de uma flor, acaba também descobrindo Jesus e redescobrindo seu valor como pessoa, mesmo que tenha sido vítima de experiências negativas em sua história.
As flores são mestras a nos ensinar que não podemos reproduzir no mundo o que recebemos de negativo desse mesmo mundo”.

Nada pode afetar nosso interior, basta discernirmos os sinais de Deus.
-“As decepções que sofremos podem amargurar e ferir nosso coração... As flores de um jardim são mestras de sensibilidade e nos ensinam como devemos responder a tudo isso. Basta olhar bem para um jardim e perceber que a flor é um lindo sinal de Deus para o mundo”.

Desprezar tudo o que não presta e ficar só com o que é bom.
-“Plantadas num terreno arenoso ou com excesso de acidez, assim mesmo elas produzem um néctar tão doce que é dele que a abelha extrai a matéria prima para fazer o mel. 
Adubadas com adubo químico ou orgânico, as flores só sabem extrair dele, o que é útil e agradável, mesmo quando o adubo é azedo. Alimentadas com o fedor do esterco, as flores são puras exalam deliciosos perfumes”.

Capacidade para lidar com certas situações, superar os transtornos, e transformá-los.
-“Como transformar o fedor do esterco em perfume, a aridez da terra na sensibilidade e no frescor das pétalas, o azedume do adubo na doçura no néctar?
Eis o que precisamos, urgentemente, aprender, para rejeitar o mal que vem de fora”.

Esse encontro tornou-se um momento de grande crescimento pessoal. Aquele filho aprendeu que as flores falam de um Deus, cuja força e poder, nos leva a superar  os obstáculos de nossa existência: os ressentimentos, as mágoas...
As flores em Bethânia continuam a florescer, para nos dizer que precisamos florescer em Deus.

(trechos extraídos do livro: Rastros de Deus


Este livro nos remete a uma busca dos rastros que Deus vai deixando em nossa história. É o encontro com a natureza, com Deus, consigo mesmo e com os irmãos.
Adquira este livro:www.bethania.com.br



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Enxergar com os olhos curados

Deus criou tudo por amor, nos deu seu Filho, que abraça o homem por amor.
O Coração de Jesus, transpassado, chagado, pelos pecados da humanidade, significa que Deus nos dá o seu próprio coração, e derrama sobre nós a sua misericórdia.

“...Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhes quebraram as pernas, mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água” (Jo 19,31-34).


Hoje, 15 de março, a Igreja celebra um dos santos mais populares da Igreja Católica: São Longuinho.
A história de conversão do santo chamou a atenção do padre Léo, que mereceu nos contar parte de sua biografia em seu livro: Segredos para a cura interior, para nos dizer que o coração de Jesus é oceano de misericórdia e que nos acolhe com os nossos pecados.
"A tradição nos conta que o soldado que traspassou  o coração de Jesus chamava-se Longino, aportuguesado para Longuinho. Era um soldado de destaque, chefiava um grupo de cem soldados, por isso também é chamado de centurião. Longino recebeu a missão de montar guarda a Jesus".

Da ferida jorrou sangue que nos redime e a água que nos purifica. São João, testemunha ocular do fato, nos apresenta esse Amor libertador.
"Creio que qualquer pessoa que estivesse passado por uma experiência tão profunda acabaria se convertendo. Foi o que aconteceu com Longino. Alguns afirmam que ele era caolho. No momento em que rasgou o coração de Jesus com a lança, uma gota de sangue caiu sobre seus olhos e ele ficou curado. Creio que esta história passou a ser contada em função da transformação profunda que aconteceu em sua história. Com certeza ele passou a ver a vida com os olhos curados, com um jeito novo, com um novo olhar".

Deus não desiste de seu povo. Precisamos crer no Coração Misericordioso de Jesus, para que tudo seja transformado por Sua graça. Este amor que nos transforma, nos restaura, e nos cura,
"Alguém que experimenta uma resposta assim , não poderia ter outra atitude. Deus responde com amor infinito à miséria de nossos pecados e de nossas atitudes.
Longino se tornou um monge, voltou para a Itália onde viveu longos anos em profunda contemplação e recordação orante daquele fato".

Deus nos chama a uma experiência desse Amor. 
"Ao rasgar o coração de Jesus, naquela tarde de sete de abril do ano 30, Longino estava abrindo, para sempre, a fonte da divina misericórdia para a humanidade".

Adquira o livro: Segredos para a cura interior: www.bethania.com.br 
O segredo maior e fundamental para a cura interior, que padre Léo nos apresenta neste livro, é a certeza da misericórdia Divina, ainda que as circunstâncias se mostrem o contrário, a certeza absoluta de que Deus nos acolhe, nos abraça e nos ama.








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Sob o olhar e proteção da "Mãe de Deus"

Estamos em 01 de janeiro de 2018, primeiro dia do ano, dedicado à Mãe de Deus. Bendito seja Deus, pelo ano que se inicia sob o olhar e a proteção de Maria, a Mãe do Divino Amor.


A Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus vem nos recordar o infinito amor e misericórdia do Pai, que enviou seu Filho único, Jesus Cristo para salvar a humanidade. Veio, de forma humana, gerado no útero de Maria, para nos ensinar a viver como filhos de Deus.
“Sentimento de gratidão, é a única resposta humana digna do imenso dom de Deus”, diz o Papa Francisco, neste domingo, último dia do ano de 2017.

Padre Léo deixou registrado (livro: Cheia de Graça), de maneira poética, toda a sua gratidão àquela por quem era apaixonado:
“O útero de Maria foi o lugar escolhido por Deus para celebrar de modo carnal, humano, concreto e material a Nova e Eterna Aliança entre o céu e a terra. No ventre de Maria, Deus marcou um encontro definitivo e eterno com a história humana. Ele está no meio de nós e se fez carne na carne de Maria.
A prova de que somos filhos de Deus, irmãos de Jesus, uma vez que Ele nasceu de uma mulher na plenitude dos tempos, é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho. O Espírito de seu Filho que em nós clama “Aba Pai”. Conforme a Palavra nos diz, podemos nos chamar filhos de Deus porque Maria gerou Jesus Cristo segundo a carne. Se não fosse a maternidade fisica de Maria, jamais poderíamos dizer que somos filhos de Deus.
Obrigado, Mãe!”

Hoje também é o “Dia Mundial da Paz”. Que maravilha! Maria nos trouxe o autor da paz, o príncipe da paz. E vamos construindo essa paz, à medida em que buscamos a comunhão com Jesus, o único capaz de nos dar a graça de sermos construtores da paz.
"Você precisa ter uma missão, ser construtor da paz. E o que é construir a paz? Essa paz se constrói na luta, na garra, se constrói no dia-a-dia sem perder o alvo...Construir a paz quer dizer viver e estar sempre sob a ação de Deus. É um crescer contínuo à ação do Espírito Santo. Deus é fabuloso, Ele nos dá as coisas na medida em que nos abrimos a Ele".
(do livro:”Buscai as coisas do alto”)

Nesse tempo Novo que se inicia, a paz deve fazer parte de nossos propósitos, tudo depende de nós, precisamos desejar essa paz, que vem de Deus,  precisamos construir esse mundo novo.
Que o Senhor volte seus olhos para nós e nos conceda a sua paz!

Santa Maria Mãe de Deus, rogai por nós!

Um feliz Ano Novo!
Equipe do blog padre Léo Eterno



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